Não foi planejado. Não foi desenhado em mapa. O projeto nasceu como nascem as coisas que têm alma — de uma conversa, de uma memória, de uma vontade que já existia antes de ser nomeada.
Galileu Paolo conheceu o Professor Nicodemos Filgueiras Júnior durante a pós-graduação em Judô realizada na pandemia. Era um tempo de distâncias, mas também de reencontros com o essencial. Ali, sem saber, começava uma parceria que mudaria a vida de centenas de judocas brasileiros.
Durante a organização de um programa sobre os Jogos Olímpicos de Tóquio, Sensei Nico trouxe a demanda que vinha de suas turmas: o desejo de ir ao Japão. Não como turistas, mas como discípulos e sonhadores. Galileu, que já conhecia o Japão de viagens anteriores e havia levado um grupo ao Kodokan em 2013, respondeu com simplicidade: "Vamos fazer."
"Naquele instante, o que era desejo virou direção. Começamos a desenhar o que viria a se chamar Caminhos de Jigoro Kano — um projeto que não oferece apenas uma viagem, mas uma travessia."
— Galileu Paolo, fundador da CJKO projeto não nasceu para ser grande. Nasceu para ser verdadeiro. De judoca para judoca. E como o Kodokan, começou com poucos — mas com propósito.
Cada judoca que esteve no Japão conosco voltou diferente. Às vezes sem saber exatamente por quê. Mas sabemos: o que tocou cada um deles não foi apenas o país, nem apenas o treino — foi a filosofia silenciosa de Kano, que vive nas ruas, nos gestos, nos encontros.
Levamos pessoas que nunca tinham saído do Brasil. Pais, mães, cônjuges e filhos. Mestres, professores e iniciantes. Levamos sonhos. E cada vez que um deles pisava no tatami pela primeira vez, revivíamos a mesma emoção do primeiro dia.
Somos, de alguma forma, mais um grupo de guardiões do legado de Jigoro Kano — espalhados pelo mundo, cumprindo a missão de fazer do judô algo que ultrapasse as lutas e alcance a vida.
Galileu Paolo conduziu por uma viagem no tempo — da vida de Jigoro Kano até as emoções de mais de 100 brasileiros que experienciaram essa travessia entre 2023 e 2025.
Quero o livro